Em pronunciamento Bolsonaro critica governadores, pede liberação das estradas e fim da quarentena contra o Coronavirus.

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O presidente Jair Bolsonaro, em pronunciamento em rede nacional de televisão e rádio exibido na noite desta terça-feira (24), culpou a imprensa, atacou governadores e prefeitos e criticou o fechamento de escolas, pelo que considera clima de histeria instalado no país.

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Bolsonaro afirmou que o novo coronavírus (covid-19) está sendo enfrentado e pediu calma à população. “Sem pânico ou histeria, como venho falando desde o princípio, venceremos o vírus e nos orgulharemos”, disse o presidente.

Ataque a Governadores e Prefeitos

O Presidente atacou os governadores e prefeitos sobre a adoção de confinamento — “Algumas poucas autoridades estaduais e municipais devem abandonar o conceito de terra arrasada, a proibição de transportes, o fechamento de comércio e o confinamento em massa.

O que se passa no mundo tem mostrado que o grupo de risco é o das pessoas acima de 60 anos. “Então, por que fechar escolas? Raros são os casos fatais, de pessoas sãs, com menos de 40 anos de idade.” — questionou Bolsonaro.

Bolsonaro em seu terceiro pronunciamento em 20 dias.

Ataque a mídia

A mídia também foi alvo do Presidente “Grande parte dos meios de comunicação foram na contramão. Espalharam a sensação de pavor, tendo como carro-chefe o grande número e vítimas na Itália”, declarou Bolsonaro, para argumentar que o país europeu tem características distintas das do Brasil. “O cenário perfeito potencializado pela mídia para que histeria se espalhasse para o país”, complementou.

Durante a transmissão do pronunciamento, Bolsonaro foi mais uma vez alvo de panelaço nas grandes cidades brasileiras, o oitavo consecutivo. A conduta de Bolsonaro de buscar a atenuar a pandemia do coronavírus impulsionou panelaços desde a segunda-feira da semana passada, dia 16.

Panelaço

O pronunciamento do Presidente Bolsonaro ocorrem em meio a diversas ações de governos estaduais para restringir a movimentação de pessoas, sob o argumento de que a redução de contato social é necessária para conter a transmissão do vírus.

Gripezinha

O presidente afirmou que “nossa vida tem que continuar” e os empregos precisam “ser mantidos”. “O sustento das famílias deve ser preservado. Devemos, sim, voltar à normalidade”, e ainda voltou a comparar a Covid-19 a uma “gripezinha” ou “resfriadinho”.

Apesar de ter pregado a volta à normalidade, contrariando orientações de especialistas de redução do contato social, Bolsonaro disse que é preciso se preocupar com a contaminação do vírus.

Ele concluiu dizendo que, se ele fosse contaminado, por seu histórico de “atleta”, não deveria se preocupar. A nova doença causou até o momento 46 mortes no Brasil e existem 2.201 casos confirmados. O primeiro óbito foi registrado no dia 16 deste mês.

Fonte:  Namidia News


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