
A valorização da cultura dos povos originários foi a tônica do 5º Encontro de Formação da Língua Patxohã, que reuniu caciques e representes de diversos territórios, na Aldeia Pé do Monte. Sob a coordenação do cacique Tohõ Pataxó, a abertura do evento contou com a presença do vice-prefeito Paulo Onishi; dos secretários de Assuntos Indígenas, João Cunha Pataxó; de Educação, Luiz Leal, e de outras lideranças.
“Falar de Patxohã é falar da nossa resistência, da nossa luta, da nossa existência enquanto Pataxó na terra-mãe do Brasil, que é a nossa Pindorama. E esse momento é o momento único para todos nós, de fortalecimento da nossa língua”, disse o secretário de Assuntos Indígenas, João Cunha Pataxó.
O secretário de Educação, Luiz Leal, falou do compromisso do prefeito Jânio Natal em atender as necessidades das comunidades indígenas, especialmente as mais distantes da sede. Ele agradeceu ao coordenador Tohõ Pataxó pela dedicação. “Mesmo com todos os desafios, ele tem conseguido dar conta de fazer com que o Patxohã seja efetivamente trabalhado, estudado e aprimorado, em nossas comunidades”, assinalou.
O vice-prefeito Paulo Onishi também fez um agradecimento especial a Tohõ Pataxó. “Como nosso prefeito Jânio Natal sempre colocou, é preciso reconhecer a importância dos povos originários para Porto Seguro. E essa é uma luta que não é só de vocês, é uma luta nossa, é uma luta da gestão, não apenas como projeto de lei, não apenas no papel, mas realmente fazendo com que o Patxohã se torne a língua cooficial e que nunca perca de vista a valorização dos povos originários”, salientou o vice-prefeito.
Paulinho lembrou que em Porto Seguro o poder público municipal não comemora mais o 22 de abril na perspectiva do descobrimento, mas sim como o aniversário do Brasil. “Nossa intenção é viajar o Brasil todo contando a história de como o Brasil nasceu. Assim nós vamos conseguir o reconhecimento da essência dos povos originários para o país”. Para o vice-prefeito, é fundamental também qualificar, capacitar as aldeias, “para que os turistas conheçam a cultura, a língua, a história dos povos originários, que é única”.
Esse potencial, segundo ele, irá trazer mais retorno, não apenas na questão cultural e histórica, mas principalmente com a geração de emprego e renda para os povos originários. “Muito obrigado Tohõ, pelo esforço e dedicação para fazer com que o Patxohã seja cada dia mais estudado, trabalhado e aperfeiçoado, para que as nossas crianças consigam efetivamente ter o conhecimento da língua materna”, resumiu.
✍️: Secom – Porto Seguro


























