Índia recomenda que grávidas evitem carne, ovos e sexo; especialistas rebatem

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Um órgão ligado ao governo da Índia divulgou uma cartilha endereçada a mulheres grávidas que tem causado polêmica.

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É recomendado que as gestantes evitem consumir carne e ovos, “pensamentos impuros” e olhem para fotografias de bebês.

O livreto tem o objetivo de beneficiar o desenvolvimento do feto. A comunidade médica aponta que os conselhos podem ser até mesmo perigosos. “O governo está distribuindo conselhos irracionais e não científicos, em vez de garantir que as mulheres grávidas tenham acesso a uma dieta nutritiva e rica em proteínas”, disse o ginecologista Arun Gadre, que atende gestantes no país.

A Índia é um dos países com piores índices de saúde maternal, devido a fatores como malnutrição e anemia, segundo o jornal O Globo.

Dados de 2015 apontam que 174 a cada 100 mil gestações resultam na morte da mãe no país. Cinco anos antes, os números eram ainda piores: 205 a cada 100 mil nascimentos. Intitulada “Cuidados da mãe e da criança”, a cartilha apresenta diversos dogmas religiosos e ignora o benefício de dietas ricas em proteínas para a gestação, além da segurança das relações sexuais durante a gravidez. “As mulheres grávidas devem se desprender do desejo, da ira, do apego, do ódio e da luxúria”, diz o texto. De acordo com o órgão – que tem status de ministério de promoção da medicina tradicional e alternativa – o livreto contém “conhecimento acumulado ao longo de muitos séculos”. “A cartilha reúne fatos relevantes retirados da prática clínica nos campos da ioga e naturopatia”, defendeu o ministro Shripad Naik.

Fonte: bahianoticias.com.br


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