Igreja Mundial é condenada a indenizar pastor ex-gay que foi agredido por colega de ministério

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Igreja Mundial é condenada a indenizar pastor ex-gay que foi agredido por colega de ministério 1

A Igreja Mundial do Poder de Deus foi sentenciada a indenizar um pastor ex-gay em R$ 50 mil por danos morais. O sacerdote teria sido agredido física e verbalmente em um templo da denominação, quando era auxiliar, por ter admitido que no passado teve experiências homossexuais.

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A sentença foi expedida na última segunda-feira, 06 de junho, pela juíza Helena Maria Bezerra Ramos, da 8ª Vara Cível de Cuiabá.

Segundo o pastor R. A. F., a agressão aconteceu na noite do dia 06 de dezembro de 2009, quando ele dormia em uma sala do templo da denominação de Valdemiro Santiago na capital mato-grossense.

De acordo com informações do Mídia News, R. A. F. acusa um pastor identificado como Jademir das agressões, e afirmou em seu depoimento que o mesmo apareceu em um programa da Mundial na TV dizendo-se vítima de calúnia, com frases como “estamos sendo perseguidos… até o Ibama veio atrás de nós porque bateram em um veado”, dentre outras.

R. A. F. contou à juíza Helena Ramos que após ter sido agredido a socos e pontapés, procurou o bispo Sidney Furlan, responsável pela região, e ouviu dele um conselho para que não registrasse queixa-crime “para salvaguardar o nome da instituição religiosa”.

Na ação, o pastor ex-gay deixou claro “que esperava que o seu bispo, no uso de suas atribuições, fosse impor ao seu agressor ao menos sanção administrativa, contudo, tornou-se também seu algoz, ao permitir que tais comentários fossem feitos no programa de televisão do qual é responsável e ainda, pelos corredores da igreja”.O pastor R. A. F. acrescentou ainda que, posteriormente, foi excluído do rol de ministros da Igreja Mundial.

A defesa da denominação argumentou que as acusações de R. A. F., dando conta que o pastor Jademir é um “marginal, agressor e preconceituoso”, não seriam verdadeiras: “O requerente sempre esteve em posição de destaque junto à congregação religiosa e se existissem tais preconceitos e violência por parte do Corpo da Igreja, o requerente não teria alçado à função de pastor, comandando um grupo de jovens”.


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