Produções vão explorar bastidores, impacto social e os 50 anos de história do bloco
O Olodum vai ganhar as telas de cinema e também produções documentais que prometem mergulhar na sua trajetória, desde a fundação no Pelourinho até o impacto cultural e social construído ao longo das décadas.
O anúncio foi feito pelo presidente executivo do grupo, Jorginho Rodrigues, nesta sexta-feira (24), que destacou a importância de registrar essa história de forma mais ampla e aprofundada.
“Os planos eram tentar levar o peso do Pelourinho para outros lugares. A imaginação sempre foi muito forte, e a gente vem criando um conteúdo, uma história de vida bem real, que merece um filme e também um documentário sobre os bastidores de todo esse processo”, declarou durante apresentação das ações do bloco, visando as comemorações de 50 anos, que devem ser celebrados em 2029.
A proposta das produções é ir além da narrativa já conhecida, incluindo diferentes personagens e momentos que ajudaram a construir o Olodum.
“Hoje em dia, com a velocidade da comunicação e a rapidez com que as informações se propagam, é natural que também surja uma certa ficção em torno da nossa história. Desde a fundação, com os amigos aqui do Pelourinho, pensando no logo, no porquê de tudo isso — até a chegada de tantos nomes”, relembra Jorginho.
Mais do que uma biografia tradicional, a ideia é apresentar um panorama coletivo. “Não é uma história apenas sobre um personagem, mas sobre todo esse universo que o Olodum construiu através do Carnaval, dos programas de que participamos e de como isso transformou a vida de milhares de pessoas”, explicou.
Os documentários devem complementar esse olhar, trazendo uma abordagem mais técnica e detalhada sobre o percurso do grupo.
“Agora, de forma mais técnica, será possível mostrar tudo o que vivemos e iniciamos até chegar aos dias de hoje. Esse processo representa, para nós, uma consolidação da história ao longo desses quase 50 anos”, destacou.
A expectativa é que o material amplie o entendimento do público sobre o que é, de fato, o Olodum. “Muita gente acha que é só um bloco, outros pensam que é apenas uma escola de tambores ou uma banda. Mas é preciso ir além dessa percepção”, pontuou.
Além da celebração histórica, as produções também devem evidenciar a dimensão social do grupo. “A nossa luta diária, as vitórias e as conquistas também estarão presentes nesses projetos. São histórias que mostram os muitos mundos que construímos — e que agora serão reunidos nesses dois produtos que ainda estão por vir”, concluiu.
Fonte: bahia.ba











