Os pescadores entregam os exemplares capturados à Colônia e recebem R$ 10 por unidade. Previsto como ação temporária no Plano Municipal de Enfrentamento ao Peixe-Leão, o incentivo será mantido por mais um mês, com redução gradual planejada para o médio e longo prazo.

Originário do Indo-Pacífico, o peixe-leão possui reprodução acelerada, apetite voraz e não encontra predadores naturais no Brasil. A espécie invasora consome peixes e crustáceos, ameaçando a biodiversidade, a pesca e o equilíbrio dos recifes. Não há risco direto aos banhistas, pois o animal permanece associado a recifes de coral, formações rochosas e outros ambientes submersos. Seus espinhos venenosos, porém, podem causar dor intensa e não devem ser tocados.
No Parque Marinho do Recife de Fora, onde a pesca é proibida, o controle será realizado exclusivamente por equipes capacitadas e pesquisadores habilitados. Nas demais áreas da costa, a participação dos pescadores amplia o monitoramento e permite que os animais cheguem à terra para análise.

Os exemplares foram encaminhados à Universidade Federal do Sul da Bahia (UFSB), onde serão contados, pesados e medidos. As pesquisas investigarão alimentação, tamanho, genética, origem e comportamento, além de apoiar estudos sobre o beneficiamento do pescado e sua possível inserção em uma cadeia produtiva.
“O incentivo não é solução permanente, mas ajuda a pesquisa e o controle neste primeiro momento”, explica a oceanógrafa da Semac, Martina Rossato. “Pescadores, Colônia e Semac estão unidos para conter esse invasor”, afirma o presidente da Colônia, Pedro Menezes.
✍️: Secom – Porto Seguro












