A Dra. Mirella Maranhão alerta que a água pode contaminar as lentes e provocar infecções oculares
Tomar um banho de mar ou de piscina são excelentes opções para se refrescar nesse período de calor, mas quem usa lentes de contato nunca deve esquecer de tirar o aparelho antes de entrar na água. A medida também deve ser adotada antes de usar o chuveiro ou a banheira.
A recomendação é da Dra. Mirella Maranhão, oftalmologista do Hospital de Olhos de Pernambuco, o HOPE. A médica esclarece que “tanto a água do mar quanto a da piscina e a que sai do chuveiro contém bactérias, fungos ou parasitas que podem ficar nas lentes e desenvolver infecções, que podem ser graves. A presença do cloro não garante que a água esteja livre de riscos, além de poder também causar reações alérgicas ou inflamatórias na superfície ocular”.
A especialista reforça que “a higienização das lentes deve ser feita com a solução desinfetante indicada pelo oftalmologista e nunca com água da torneira. O produto também deve ser utilizado para a limpeza do estojo, lembrando que esses cuidados são diários”. A vida útil das lentes varia: pode ser de um ano ou de descarte programado, com duração de um dia, quinze dias ou um mês.
Nas últimas décadas as lentes de contato passaram por diversos avanços tecnológicos e se tornaram mais populares e acessíveis. Hoje elas são utilizadas por pessoas de diferentes faixas etárias e com diversas finalidades. Oferecem um campo de visão mais ampliado que os óculos e não embaçam, pois o contato com os olhos as mantém hidratadas. Além disso, proporcionam maior liberdade de movimento durante atividades físicas.
“A lente de contato pode ser indicada para a correção de erros refrativos como a miopia, hipermetropia e astigmatismo, para auxiliar na cicatrização de lesões na superfície ocular, no tratamento de doenças como o ceratocone, em que há uma deformação da córnea, entre outras situações”, afirma a Dra. Mirella Maranhão.
Há também o uso com fins estéticos, para modificar a cor dos olhos, realçar a cor natural, mascarar imperfeições do olho ou até mesmo com finalidade artística como, por exemplo, para imitar algum personagem. No entanto, de acordo com a oftalmologista, “os cuidados com o uso e manuseio devem ser seguidos por todos os usuários”.
A médica explica ainda que o tipo de material utilizado na fabricação da lente pode ser mais ou menos flexível. “Entre as opções, temos as lentes rígidas, as esclerais e as gelatinosas, sendo que cada uma possui indicações específicas. É importante sempre conversar com o oftalmologista para escolher a mais adequada, de acordo com a necessidade, pois ao adquirir sem orientação a pessoa estará colocando sua visão em risco”, complementa ela.
“Para que ofereçam conforto e segurança, as lentes de contato devem estar bem ajustadas, de acordo com a curvatura da córnea e o diâmetro do olho. O oftalmologista também irá avaliar a saúde ocular e a qualidade da lágrima, além de verificar a centralização e movimentação da visão com uma lente teste. Outro cuidado é com o processo de adaptação do dispositivo, que precisará ser acompanhado pelo especialista”, alerta a Dra. Mirella Maranhão.
Para quem planeja usar lentes de contato, a médica diz que “no HOPE, as pessoas com dificuldade no manuseio contam com o auxílio das contatólogas, profissionais do Centro de Adaptação de Lentes de contato, que auxiliam no treinamento e sobre a forma correta de usar, além de reforçar os cuidados orientados pelo especialista”.
Fonte: Sig Eikmeier – targetsp.com.br












