O empresário Elon Musk prevê uma inversão no mercado de trabalho com o avanço da inteligência artificial. Segundo ele, profissões que envolvem trabalho físico, atualmente consideradas pouco atrativas, devem se tornar mais valorizadas e bem remuneradas, enquanto funções digitais enfrentam maior risco de automação.
Durante participação no programa Moonshots, em conversa com Peter Diamandis, Musk declarou que “qualquer coisa digital, onde alguém fica sentado num computador fazendo algo, a IA vai assumir esses trabalhos como um raio”. Em contrapartida, atividades físicas como culinária e agricultura devem resistir por mais tempo à substituição tecnológica.
Cozinheiros e agricultores no foco da previsão
Musk destacou duas categorias profissionais com potencial de valorização:
Profissionais da alimentação:** Cozinheiros, padeiros e outros trabalhadores da gastronomia realizam tarefas que exigem coordenação motora fina, adaptação a ambientes variáveis e interação humana — características que dificultam a automação completa. A tendência é que a escassez de profissionais dispostos a exercer funções físicas eleve os salários do setor.
Trabalhadores agrícolas:** Apesar do uso crescente de tecnologia no campo, o empresário ressalta que o cultivo de alimentos ainda depende significativamente do trabalho humano, especialmente em atividades que demandam decisões em tempo real e adaptação às condições climáticas e do solo.

## Visão de futuro com “trabalho opcional”
Além das previsões sobre profissões específicas, Musk defende que a inteligência artificial e a robótica gerarão riqueza suficiente para tornar o trabalho uma escolha, não uma necessidade. O bilionário propõe o conceito de “renda universal alta”, distinta da renda básica universal tradicional.
Em publicações na rede social X, Musk escreveu que “não haverá pobreza no futuro, e portanto não haverá necessidade de poupar dinheiro”. Em entrevista ao podcast de Joe Rogan, afirmou que “o trabalho será mais como um hobby, como jogar um videogame”.
Divergências entre líderes do setor tecnológico
Outras figuras proeminentes da tecnologia apresentam perspectivas diferentes. Bill Gates projeta que a IA possibilitará jornadas de trabalho reduzidas, com semanas de dois ou três dias, mas não eliminará a necessidade de trabalho humano.
Sam Altman, CEO da OpenAI, defende um modelo de “riqueza universal extrema”, com participação da sociedade nos lucros gerados pela inteligência artificial.
Jensen Huang, CEO da Nvidia, adota postura mais cautelosa, afirmando que ainda há incertezas sobre a viabilidade da coexistência entre renda universal e abundância econômica total.
Fonte: diariodocomercio.com.br












