Judô: campeã olímpica Rafaela Silva é flagrada em exame antidoping

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A atleta testou positivo para fenoterol, presente em remédios contra asma, mas alegou, em coletiva, que a substância foi contraída por contato com bebê

Judô: campeã olímpica Rafaela Silva é flagrada em exame antidoping 1

Rafaela é a quarta colocada do ranking e esperança de medalha em Tóquio-2020 (Ivan Pacheco/VEJA.com)

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A judoca campeã mundial, pan-americana e olímpica Rafaela Silva foi flagrada em exame antidoping realizado em 9 de agosto, durante a disputa dos Jogos Pan-Americanos de Lima, onde ela conquistou a medalha de ouro em sua categoria. O teste detectou que ela havia consumido fenoterol, substância presente em medicamentos contra a asma e capaz de melhorar o desempenho de um atleta.

A judoca de 27 anos alegou, em entrevista convocada às pressas no Rio de Janeiro, que foi contaminada por contato com um bebê de quatro meses que usa produtos contra a asma. “Tenho o hábito de permitir que as crianças mordam meu nariz. Faço isso sempre, por exemplo, com meu sobrinho, o Silvestre, de quatro meses, e nesse dia (4 de agosto) fui ao apartamento em que mora uma colega judoca e tive contato com a Lara, filha dela, que usa o produto contra asma”, disse Rafaela.

Logo após a conquista do ouro em Lima, Rafaela faturou o bronze na categoria individual e de equipes mistas no Mundial de judô, no Japão. À época, a brasileira se submeteu a outro exame idêntico, mas a substância proibida não foi identificada.

“O fenoterol é eliminado do corpo com muita rapidez, e isso pode ajudar na defesa da Rafaela”, afirmou L. C. Cameron, chefe do departamento de Genética e Biologia Molecular da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (Unirio), que também participou da coletiva.

Para se defender do teste positivo para doping, Rafaela Silva tem como advogado Bichara Neto, que já atuou em casos semelhantes de atletas, como foi com o nadador Gabriel Santos e com a tenista Beatriz Haddad Maia. O advogado afirmou que a primeira decisão em relação à atleta deve ser emitida na semana que vem e que ela não será suspensa, mas corre riscos de perder a medalha pan-americana.

Depois da primeira decisão, o caso será encaminhado à Federação Internacional de Judô (IFJ, na sigla em inglês), que vai analisar o caso, com poder para suspender Rafaela. “O processo ainda não foi aberto, nenhum prazo está correndo, então não há nenhuma previsão de quando haverá qualquer decisão da Federação. Em teoria, pode haver suspensão de até dois anos, mas estou confiante que ela ficará livre de qualquer pena”, disse Bichara Neto.

A atleta participou de duas edições dos Jogos Olímpicos. No Rio-2016, ela foi ouro e está cotada para repetir a conquista no próximo ano, no Japão. No momento, a brasileira está em quarto lugar no ranking mundial da categoria e é um dos principais nomes do país nessa modalidade.

Fonte: https://veja.abril.com.br


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