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Diretor da OMS diz que Brasil vive ‘tragédia’ com nova onda da Covid-19; “qualquer relaxamento é perigoso”

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Diretor da OMS diz que Brasil vive 'tragédia' com nova onda da Covid-19; "qualquer relaxamento é perigoso" 16

FILE PHOTO: Director-General of the WHO Tedros Adhanom Ghebreyesus, attends a news conference on the coronavirus (COVID-2019) in Geneva, Switzerland February 24, 2020. REUTERS/Denis Balibouse/File Photo

O diretor-executivo de emergências da Organização Mundial da Saúde (OMS), Mike Ryan, afirmou nesta última sexta-feira (27/2) que o Brasil enfrenta “uma tragédia” causada por “uma nova onda” da pandemia do coronavírus Sars-CoV-2. “Infelizmente, é uma tragédia que o Brasil esteja enfrentando isso de novo e é difícil. Esta deve ser a quarta onda que o país volta a enfrentar”, disse durante coletiva de imprensa.

Ryan elogiou o sistema de saúde pública brasileiro e as ações dos estados para conter a disseminação da Covid-19, mas ressaltou que é necessário o controle da transmissão em todo o país. “O Brasil é muito capaz e tem muitas instituições científicas e de saúde pública fantásticas. Acredito que o país sabe o que fazer e muitos estados estão tentando aplicar as melhores medidas. Não é simples. Não é fácil, pois não existe uma parte do país que não tenha sido seriamente afetada pela pandemia”, acrescentou.

De acordo com Ryan, o aumento nos dados no Brasil serve de lição para o mundo e comprova que a pandemia não acabou. “Não acabou para ninguém e qualquer relaxamento é perigoso”. A declaração foi dada no mesmo dia em que o presidente Jair Bolsonaro fez duras críticas aos estados que estão impondo medidas mais restritivas para evitar a propagação do vírus Sars-CoV-2.”Esses que fecham tudo e destroem empregos estão na contramão daquilo que seu povo quer. Não me critiquem, vão para o meio do povo mesmo depois das eleições”, disse Bolsonaro à uma aglomeração na cidade de Tinguá (CE). Ontem (26/2), o Brasil completou um ano do primeiro caso registrado no país, atingindo quase 253 mil mortes e mais de 10,4 milhões de casos, segundo dados do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass).

Fonte: https://aratuon.com.br/

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