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Atividade ao ar livre ou em local fechado: que máscara é mais segura?

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Atividade ao ar livre ou em local fechado: que máscara é mais segura? 23

Mesmo com o avanço da vacinação no país, devemos continuar com os cuidados para nos protegermos da covid-19. Um deles é o uso de máscara, medida efetiva (e obrigatória) para reduzir o risco de contrair o coronavírus.

Você sabe: o acessório deve ser usado sempre que estamos fora de casa, seja ao ar livre, seja em ambientes fechados. E por mais que o acessório já faça parte da nossa vida há quase um ano e meio, diante de tantas opções disponíveis, sempre bate a dúvida de qual proteção usar para garantir segurança nas diferentes situações do nosso dia a dia.

“Em linhas gerais, a máscara que fornece o maior nível de proteção para si mesmo e para o outro é a do tipo PFF2, cuja equivalente brasileira é a N95. Ela tem que estar bem ajustada ao rosto, sem vazamento”, explica Vitor Mori, integrante do Observatório Covid-19 BR e pós-doutorando na Universidade de Vermont (EUA).

É difícil dizer que tipo de situação oferece menos risco de contrair o coronavírus, vários fatores interferem nessa avaliação. Por exemplo, locais abertos ou bem ventilados são mais seguros. Quanto menos gente por perto, melhor. Usando máscara adequada e seguindo à risca as recomendações sanitárias, você diminui o risco de se infectar.

Dependendo do produto, as máscaras funcionam como barreira física para gotículas liberadas no ar quando alguém tosse, espirra ou fala.

De forma mais ampla, a atividade que a pessoa vai realizar é o que deve determinar a escolha da máscara, mas sempre considerando o ambiente e a quantidade de tempo que ela vai passar ali, diz André Giglio Bueno, médico infectologista, curador do HubCovid e professor de Infectologia na Faculdade de Medicina da PUC Campinas.

Para entender quais são as melhores máscaras para cada ocasião, VivaBem ouviu as dicas dos especialistas e te ajuda na escolha.

Estou em local fechado
Se você vai para um local fechado, com pouca ou nenhuma ventilação e com a presença de muita gente, a PFF2 e a N95 são as máscaras indicadas. Cabem nessa situação consultas médicas, visitar alguém no hospital, ir ao shopping center ou ao supermercado, por exemplo.

Esse tipo de máscara é feito com materiais altamente filtrantes e tem um clipe ajustável na altura do nariz. Elásticos deixam o produto bem preso à cabeça. Para a máscara funcionar bem, o ar não pode escapar pelas laterais, por cima ou por baixo.

Outras situações em que o uso de PFF2 pode fazer a diferença: transporte coletivo e contato com alguém com suspeita de estar contaminado.

Locais pouco ventilados, de cara, oferecem mais perigo porque a transmissão por aerossol é maior. Os aerossóis são as partículas menores que eliminamos nas secreções respiratórias e que podem carregar o vírus. Elas ficam viajando no ambiente por várias horas e aumentam o risco de contaminação.

Descanso e rodízio da máscara
As máscaras PFF2 e N95 podem ser reutilizadas e não são laváveis, ao contrário das de pano, que podem ser higienizadas, e das cirúrgicas, que são descartáveis. O tempo de reaproveitamento depende de alguns dias de descanso em local ventilado e das condições do material.

“Quanto à frequência de uso de cada máscara, se o indivíduo sai para trabalhar todos os dias, é necessário algum tipo de rodízio”, diz o médico André Giglio Bueno. “Por exemplo, se ele utiliza a N95, o ideal é ter pelo menos três máscaras para deixá-las descansando cerca de dois dias após um dia de uso”, ele recomenda.

Se a parte externa da máscara for contaminada com o vírus, passadas essas horas de descanso, é pouco provável que ocorra alguma infecção, de acordo com Bueno. É importante observar se ela está em boas condições para ser usada novamente: não pode estar amassada, molhada e sem vedação.

Estou ao ar livre
Os especialistas ouvidos por VivaBem sugerem continuar em casa, se puder, por mais que o momento seja de reaberturas e retorno das atividades em geral, pois a transmissão do vírus ainda não se encerrou.

“Mas, se for fazer algo externo, de trabalho a lazer, procure o ar livre. Estudos de rastreamento de contato estimam que menos de 1% da transmissão acontece dessa forma, então, é um ambiente mais seguro, já que as partículas se diluem rapidamente no ar”, explica Vitor Mori.

Se achar a PFF2 ou N95 desconfortável, ao ar livre, ela pode ser substituída por outras de menos proteção: “Uma máscara cirúrgica ou de pano, desde que bem ajustada ao rosto e que garanta conforto na atividade, já é suficiente”, ele afirma.

“O avanço da vacinação já reflete na queda do número de casos de óbitos e estamos em um cenário melhor do que dois, três meses atrás”, diz o pesquisador. “Mas o uso da máscara é tão simples e fácil de fazer. Estamos falando para as pessoas retomarem suas atividades com cuidado. Sempre que bater a ansiedade, a gente deve lembrar de tudo o que já sacrificou”, ele aponta.

Máscaras de pano
No início da pandemia, pela facilidade de produzir e encontrar, as máscaras de pano foram a primeira proteção adotada, mas sua eficácia foi perdendo a força conforme a ação do novo coronavírus foi ficando conhecida. Em comparação a produtos testados e certificados, elas são pouco seguras.

“Os modelos são heterogêneos, por isso ficamos no escuro. Infelizmente, muitas empresas fazem testes e acabam enganando o consumidor. Elas fazem um marketing em cima da máscara, mas não necessariamente o que está exposto reflete a realidade ou o nível de segurança”, diz Vitor Mori.

Usar alguma máscara é melhor do que nenhuma, mas elas são as que menos reduzem riscos. “De qualquer forma, se utilizada, o jeito correto é vedando bem o rosto. Se não estiver vedada, o ar vai procurar o caminho mais fácil de entrar e sair sem nenhuma filtragem”, ele orienta.

Fonte:https://www.uol.com.br/

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