Condições climáticas e temperatura da água no banho mudam as características dos fios e do couro cabeludo

Cada época do ano tem seus vilões contra a hidratação dos cabelos e a saúde do couro cabeludo. Portanto, não estranhe caso seus fios estejam ressecados e a pele de sua cabeça apresente alguma descamação agora na temporada outono-inverno. No frio, a diminuição da umidade do ar, os ventos gelados e a alta temperatura da água dos longos banhos são os culpados pelos danos capilares.

E tem mais: todos os tipos de cabelos – secos, mistos e até os oleosos – estão sujeitos a essas condições e precisam de cuidados extras quando os termômetros indicam poucos graus. Você não está só, pode ter certeza.

Primeiro, entenda como fios e couro cabeludo são prejudicados no inverno

Conversamos com os dermatologistas Ana Carina Bertin Junqueira, especializada em tricologia – a área da medicina que trata de pelos e cabelos – pela Universidade de Minnesota (EUA), e Breno Marques, da clínica estética Prof. Dr. Filippo Pedrinola/Prof. Dr. Elvio Garcia, especializado em medicina do cabelo pelo Hair Program da Universidade de Miami (EUA), para entender como os danos ocorrem e de que maneira eles devem ser tratados.

Com a umidade do ar mais baixa, os fios não recebem um auxílio de hidratação do ambiente (como acontece nos dias úmidos). Os ventos frios chegam e ainda levam um pouco da hidratação (natural ou conquistada com produtos) pelo ar. Resultado: cabelos mais secos a cada dia que passa.

Já os banhos excessivamente quentes atuam negativamente no couro cabeludo por causa do chamado “efeito rebote”. Primeiro, a água quente tira a oleosidade natural e balanceada da pele da cabeça; em seguida, ao perceber que a região está perdendo o óleo de forma agressiva, o organismo produz ainda mais oleosidade que o normal – eis o efeito rebote –, levando a dermatite seborreica, descamações, caspa e até queda de fios.

Agora, vamos à ação para hidratar os cabelos…

“Todos os tipos de cabelos precisam de hidratação extra no inverno. O clima seco resseca oleosos, mistos e secos sem distinção”, afirma Ana Carina.

Breno concorda e recomenda que, para segurar a onda no dia a dia, sejam usados xampus para o seu tipo de cabelo que tragam no rótulo a indicação de pH balanceado. “Os cabelos naturalmente têm pH ácido, e esses xampus mantêm essa característica”, explica.

O dermatologista indica máscaras capilares hidratantes a cada 10 dias (no verão é a cada 15 dias). “Há no mercado máscaras ótimas, de marcas conceituadas, desenvolvidas para todos os tipos de cabelos. É muito importante usar os produtos adequados para o seu caso e lembrar de aplicar os cremes apenas na extensão dos fios, nunca na raiz.” Conheça: 10 Truques para manter a pele hidratada no inverno )

Para uma hidratação extra, Ana Carina sugere que se aplique uma vez por mês, também só na extensão dos fios, os seguintes óleos:

– Cabelos oleosos e mistos – óleo de babaçu, que hidrata e não pesa;

– Cabelos secos – óleo de argan, que tem poder intenso de hidratação;

– Cabelos finos – óleo de semente de uva, que é leve, suave e não deixa os fios “empapados”.

Essas sugestões valem para fios lisos, ondulados, cacheados e crespos, ok?

… E para devolver a saúde ao couro cabeludo

Já no caso dos danos ao couro cabeludo típicos de inverno, a ação especial é em dois tempos.

Para começar, você deve diminuir a temperatura da água do banho, mantendo-a em torno de 37°C – a temperatura do corpo –, para evitar o efeito rebote explicado lá em cima.

Se o estrago já estiver feito e você estiver com descamação, coceiras e caspa, fique tranquila. Tem solução.

Lavar os cabelos com um xampu anticaspa duas vezes por semana é a dica de Breno. “Nos outros dias, pode manter o xampu de uso diário com pH balanceado”, acrescenta.

Para tratar essa pele danificada, Ana Carina aconselha a utilização de óleos essenciais. “Os melhores são o de alecrim e o de lavanda”, afirma. “São óleos essenciais estimulantes, revigorantes e que tratam a dermatite e as descamações sem engordurar o couro cabeludo. Também ajudam a controlar a queda de fios causada por essas condições e até a produzir novos cabelos”, finaliza.

Fonte: mdemulher.abril.com.br

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